imagem AGOSTO SEM FIM – 4ª E ÚLTIMA PARTE

Por Daniel Ramalho

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Organização: chave para uma vida mais leve. Imagem: DEN

VOLTANDO AO TRABALHO

Como contamos no texto passado da série AGOSTO SEM FIM, mesmo com febre, voltei com disposição ao Rio de Janeiro, mas preparado para promover mudanças em minha vida que me dessem mais tranquilidade e organização para enfrentar tantas tarefas =: fazer duas pós-graduações ao mesmo tempo e suas monografias, trabalho, blog, ser um pai e marido participativo, praticar atividades físicas, cuidar do diabetes e muito mais.

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Vida voltando aos eixos: encontrando tempo para projetos e estudos sem esquecer jamais da família. Imagem: DEN

Os jogos Paralímpicos deram uma boa folga nos momentos em que as coisas estavam começando a se organizar, mas a verdade é que só consegui me concentrar nessas mudanças quando a vida finalmente voltou aos eixos, sem grandes eventos, feriados ou férias.

 

Quem nunca sentiu que deveria fazer milhares de coisas, mas ficava com a sensação de nem saber por onde começar? Era assim que eu me sentia antes das férias e, de repente, a mente voltou a clarear e funcionar. Ha, ha, ha!

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Mudanças na “categoria” família: fim da licença-maternidade e o primeiro dia na creche. Imagem: DEN

Minha agenda que andava meio abandonada, voltou a funcionar a todo vapor! Elaborei listas de cada âmbito de minha vida e as denominei “categorias”: administração escolar, blog, família, diabetes, casa, lazer, atividades físicas, bebê, compras… Organizei cada item nessas categorias para saber o real volume de coisas que havia deixado acumular. Era bastante coisa! Distribuí cada tarefa na agenda e vi que em uma ou duas semanas poderia resolver o suficiente para deixar minha mente ainda mais limpa: homologações, textos pela metade, solicitações de serviços que procrastinei por meses, realmente havia tardado muito em voltar e me organizar. Justamente eu que sempre curti uma arrumação! Ha, ha, ha! Somente a vida familiar e suas questões andavam mais organizadinhas (risos), o resto estava uma zona (para o conceito de zona de uma pessoa organizada)!

 

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Diminuí o ritmo, mas jamais deixo minhas atividades físicas. Imagem: DEN

Talvez o leitor pense que é um exagero, mas a verdade que está por trás dessa desorganização que me atingiu a mente e a vida é o fato de que desde agosto de 2015 voltaram as dores de uma necrose avascular na cabeça do fêmur que tenho já há alguns anos. Ficou sem se manifestar por uns 3 ou 4 anos e desde essa época, voltou com força total, infelizmente, fazendo com que diminua a frequência de minhas práticas esportivas.

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Fazendo uma faxina na mente ao melhor estilo DIABETES ESPORTE & NATUREZA. Imagem: DEN

Sim, as atividades físicas não apenas me ajudam a controlar a glicemia, como também ordenam toda a minha mente, meu corpo, meu sono. Quando as deixo de fazer, parece que as prateleiras dessa grande estante de livros novos e velhos chamada cérebro funciona mais lenta e desordenadamente. É como se custasse mais a encontrar um livro (informação ou memória) e depois de usá-lo, ficasse ai jogado em qualquer lugar, o que dificulta a consulta seguinte.

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Organizando a vida, o corpo logo responde positivamente Imagem: DEN

Isso pode parecer papo de louco, mas é assim mesmo que ocorre: as atividades físicas funcionam como uma verdadeira faxina cerebral, tirando a poeira de tudo e ordenando as informações da forma mais prática de serem acessadas a qualquer momento.

Pois voltei ao trabalho e à vida normal com a corda toda e já na primeira semana havia liquidado boa parte das coisas que me incomodavam e me lembrei muito do quando adiei tantas daquelas tarefas. Resultado: sobrou mais tempo para adiantar e participar de coisas que queria há muito tempo e não conseguia. Eventos sobre educação e diabetes,  além de encontros, passeio e e confraternizações de trabalho que sempre ficavam para segundo plano são ótimos exemplos disso.

Observatório da Saúde

20160927_094301No dia 27 de setembro, participei do 1º Fórum Observatório da Saúde que reuniu vários médicos, educadores, pesquisadores e comunicadores para discutir o papel dos meios de comunicação na promoção da saúde. Com a presença dos debatedores Dr. Luiz Roberto Londres do Instituto de Medicina e Cidadania, Dr. Newton Richa da UFRJ, o Jornalista Ricardo Machado da RM Assessoria de Comunicação e Joël Keravec, diretor executivo da DNDi América Latina,

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Com Ana Maria da Adifat e a jornalista Sheila Vasconcellos no 1º Fórum Observatório da Saúde

além da mediação de Alice Selles da Universidade Castelo Branco, o evento transcorreu de forma a privilegiar a discussão de uma necessidade urgente de se abordar o tema saúde com mais profundidade e frequência na mídia e na própria comunicação dos órgãos da saúde pública: “Há uma abordagem superficial sobre o tema e não se busca a solução para as políticas públicas de saúde”, comentou Londres.

Richa defendeu a ideia de uma “alfabetização em saúde” que seriam políticas que ajudem e ensinem o cidadão a tomar as decisões corretas para a sua própria saúde: “Precisa-se trabalhar no risco, não apenas no tratamento”, concluiu.

“Muitos médicos devem sair da postura de detentores do saber e abrir os olhos para o que está acontecendo nas redes sociais com mães informando pacientes, jornalistas se tornando blogueiros”, afirmou Machado, assumindo também que a mídia não sabe que espaço dar à saúde e que a discussão do Fórum é essencial para “puxarem o assunto com a imprensa”.

Sobre o papel das farmacêuticas neste processo, Joël Keravec considerou que não se pode demonizar a indústria, mas encontrar uma forma para que ela trabalhe junto com o cidadão e com os sistemas público e privado de saúde.

Fiquei muito satisfeito com as discussões deste fórum, pois vi pessoas realmente interessadas em promover a discussão sobre políticas de saúde mais voltadas para a orientação do cidadão, com um atendimento mais humanizado, sem o abismo tão grande que encontra-se, não raro, na relação médico/paciente.

Só fiquei triste por não ter entrevistado o doutor Márcio Meirelles, fundador do Observatório da Saúde devido à pressa com que saí. Deixamos para a próxima.

4º Encontro de Blogueiros Roche

20161020_215830Entrando já na segunda semana de outubro, mais especificamente no sábado, dia 08, tomei novamente um avião, desta vez em um bate e volta a São Paulo, em um dia muito bonito para voar, para o 4º Encontro de Blogueiros da Roche.

Já no voo pude encontrar velhos amigos blogueiros como o Pablo Silva, Juliana Lessa e Sarah Rúbia, além de finalmente conhecer pessoalmente a Bia Scher, Bia Libonati, Wilian Belisário , Thaís Quintanilha e Ricardo Sampaio, todos do Rio de Janeiro.20161008_083112

Ao chegar ao local do evento, a Accademia Gastronômica, fomos recepcionados por pessoas que entendem a rotina de quem tem diabetes, além de alguns também conviverem com a disfunção. Ir a um evento cheio de gente doce com vontade de se conhecer e trocar experiências, além de passar um dia inteiro juntos em um evento super alto astral, é uma dessas coisas da vida que não tem preço.

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Rebeldia do R-Evolução Azul reunida em São Paulo. Imagem: DEN

Conhecer finalmente a Silvia Onofre, com quem tanto falo diariamente por facebook e whatsapp, e seus filhos JP e o Ju, foi também um dos pontos mais bacanas de todo esse encontro de amigos virtuais e reais. Sem esquecer, é claro da Kath, a Deise Santiago, o Roni Schiochet, a Daniela Terrazas, a Luana Alves, a Vanessa Pirolo, a Fabiana Couto, a Aline Peach, a Martha Amodio, a Juliana Batista, o Guilherme e o Arthur da Roche, enfim, um moooonte de gente que soma bastante na vida de tantas outras pessoas e que agora também somarão à minha.

Foi um dia especial, no qual bancamos os cozinheiros numa espécie de Sweet Master Chef, no qual nós éramos os novos chefs e as cobaias de nossos próprios pratos. Hahaha! Até que não fizemos feio com o nosso Ketchup Caseiro.

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Que venham mais eventos e encontros no Rio e em outras partes do Brasil, pois essa interação entre os que não se conformam em somente controlar suas glicemias ou de seus filhos, mas que se dedicam e se expõem às pedradas e críticas na difícil tarefa de levar informação, ânimo e auxílio a quem precisa, é fundamental para que possamos sempre seguir no caminho do bem e do amor ao próximo.

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Retorno dos cariocas ao Aeroporto Santos Dumont, desfalcados de duas integrantes. Imagem: DEN

De minha parte, estou devidamente organizado, cronometrado, agendado e empolgado para seguir adiante no trabalho do DIABETES ESPORTE & NATUREZA sem pestanejar, estudando muito, fazendo minhas monografias, trabalhando, sendo o pai que sempre quis ser, controlando minhas glicemias e praticando muuuuuito esporte!

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Vamos levantar e queimar glicose?! Boraaaaaa!!! Imagem: DEN

 

A série de posts AGOSTO SEM FIM já passou por setembro, entrou em outubro, já está no fim do mês e você ainda está aí parado? Vamos lá!!! LEVANTA DO SOFÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!!! Vamos queimar glicose!!! Nada de dar vida fácil ao diabetes! Ele não quis chegar? Então agora tem que nos engolir! Hahaha! Nada de preguiça!

Consultando seus médicos, procurando um professor de educação física e começando logo as atividades mais apropriadas para vocês! Invistam na vida! Invistam em vocês! Cuidem-se!

Grande abraço,

DANIEL RAMALHO

DIABETES ESPORTE & NATUREZA

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