imagem AGOSTO SEM FIM – 1ª Parte

Por Daniel Ramalho

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Imagem: Diabetes Esporte & Natureza

É PRECISO SABER PARAR: RIO2016

Para quem trabalha em escola, era um julho diferente no Rio de Janeiro, pois as tradicionais férias escolares de meio de ano não haviam dado o ar de sua graça por um nobre motivo: os Jogos Olímpicos RIO2016.

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Alegria em família no primeiro evento olímpico. Imagem: DEN

Com a proximidade da festa, o insistente receio de se fazer vergonha perante todo o mundo, vagarosamente dava lugar a uma discreta empolgação no coração da maioria dos cariocas. Na solidão de meu gabinete, entre inúmeros papéis, contas, prazos, contas, planilhas, contas e mais algumas contas, administrava minha rotina de trabalho com a do controle glicêmico. Entre uma tarefa e outra, um café e um tempinho para postar alguma coisa que animasse aos amigos que seguem o DIABETES ESPORTE & NATUREZA a continuar no controle de suas glicemias.

 

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Amigos de infância juntos no Parque Olímpico Imagem: DEN

A verdade é que já havia uma semana que minha glicemia andava arredia e, por mais que me esforçasse, era difícil mantê-la no prumo por muito tempo: consequência de uma lesão antiga na perna que voltou a me incomodar em agosto de 2015 e que agora me impossibilitava de fazer exercícios físicos com a mesma frequência e, para piorar, adicionou 5kg ao meu corpo, causando ainda mais dores na cabeça do fêmur.

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Tocha Olímpica: Visita inesperada Imagem: DEN

Se por um lado sentia-me radiante por estar vivendo o início da experiência da paternidade, andava meio desanimado no trabalho e em outros âmbitos da vida. Não andava por aí chutando lata, isso não combina comigo, mas sentia que deveria mudar algo. Somente a visita da Tocha Olímpica, o símbolo máximo dos jogos, em meu trabalho me fez animar um pouco, o que pareceu me dar um estalo na mente. Logo, pensei: “Preciso parar! Preciso de umas férias urgentemente”!

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Família olímpica somos nós! 🙂 Imagem: DEN

As férias escolares haviam sido adiadas para o período olímpico da cidade, a fim de evitar o trânsito excessivo neste período, o que facilitou a tomada de decisão por dar-me esse tempo para curtir minha filhinha, esposa, família, organizar a vida e, obviamente, aproveitar o maior evento esportivo do mundo que seria realizado no “meu quintal”.

Me animei, minha glicemia finalmente voltava aos patamares aos quais me acostumei, e parti atrás de mais ingressos e oportunidades de vivenciar a RIO2016.

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Caminhada no astral olímpico. Imagem: DEN

Aquele início de agosto prometia! Era o meu momento e de nada adiantaria se me ocupasse de outras coisas nesses dias. Sendo assim, tirei férias até do DIABETES ESPORTE & NATUREZA. É bem verdade que as primeiras duas semanas do mês não foram de férias completas: algumas tarefas exigiam minha atenção em meu trabalho de administração escolar, mas nada acabaria com meu prazer de poder diminuir significativamente meu ritmo de trabalho, principalmente após ver a espetacular cerimônia de abertura das olimpíadas pela TV. Exorcizado o receio de fazer feio na abertura, agora a questão era o transcorrer dos jogos.

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Com o amigo Leo Doria, diretamente da Noruega para o Parque Olímpico. Imagem: DEN

No início foi uma coisinha ou outra fora do lugar, mas logo começou a se desenhar o fabuloso evento que o Rio de Janeiro sediou e em minha mente só havia uma preocupação: “como será que a organização lidará com o tema diabetes?”

O dia oito do oito chegou e com a caneta de insulina preparada, lanche para evitar hipo na mochila, glicosímetro no bolso e muita animação, parti para o Parque Olímpico ao qual chamo de “meu quintal” tal a proximidade de minha casa, pois é só atravessar a rua e curti-lo.

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E mais amigos e filhos! O Parque Olímpico foi um ambiente família durante os jogos. Imagem: DEN

Minha ansiedade era evidente, pois realmente temia que algum problema com as agulhas da caneta ou do glicosímetro pudessem me chatear na revista de segurança na entrada.

Para minha surpresa, apesar da minuciosa revista, pois temia-se um ataque terrorista aos jogos, meus “apetrechos” não despertaram a curiosidade dos agentes da Força Nacional de Segurança. Entre entradas compradas e presenteadas, fui a cinco eventos dos Jogos olímpicos do Rio e em nenhum deles fui indagado sobre as agulhas, sinal de que os agentes foram muito bem instruídos e que realmente houve uma preocupação em não constranger a quem convive com uma enfermidade crônica.

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Família vestindo a camisa da pátria hermana. Imagem: DEN
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Nos Jogos Olímpicos Rio 2016, mas sem descuidar da glicemia. Imagem: DEN

Entre um pequeno trabalho e outro, curti muito a nossa olimpíada, pude encontrar amigos, curtir minha família, manter meu controle glicêmico e adorei a organização. Me encheu de orgulho saber que quando nos dedicamos podemos realizar qualquer trabalho sem dever nada a nenhum país. Fazemos à nossa maneira, como “eles” fazem quando estão em seus países.

Meu último evento olímpico foi no dia 14/08, pois as férias realmente tinham que começar. Vi o Brasil ganhar a primeira medalha olímpica no futebol na terra dos hermanos, terra de minha esposa e de tanta gente que amo, mas isso é papo para a semana que vem…

Continuamos esse “interminável agosto” na próxima sexta! Espero vocês por aqui!

BOAS GLICEMIAS!

Grande abraço a todos,

DANIEL RAMALHO

DIABETES ESPORTE & NATUREZA

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