imagem TALVEZ EU SEJA FELIZ…

Por Daniel Ramalho

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Talvez eu seja feliz… Mas não é dessas felicidades de anúncio de margarina…

Sabe, às vezes eu me pergunto como teria sido minha vida se o diabetes não tivesse me alcançado…

Talvez eu tivesse comido mais ou talvez eu houvesse prosseguido com minha vida anterior regada a festas, baladas e as amizades de sempre.

Mas também, talvez eu nem houvesse conhecido minha esposa e talvez minha filha nem existisse…

Talvez eu nunca houvesse composto uma de minhas 50 e poucas músicas. Talvez eu não conhecesse Porto Alegre, São Paulo, México, Tanguá. Talvez eu nem tivesse composto a trilha de um filme americano.

Definitivamente… Não! Talvez eu não tivesse minha prancha de surf personalizada ou nem houvesse voltado a praticar esportes…

Provavelmente, afinal o talvez pode cansar um pouco, eu não tivesse conhecido tantas pessoas bacanas…

Mas nem tudo são flores: talvez (olha ele aí de novo), eu não tivesse me decepcionado tanto com tantas outras, nem muito menos chorado tantas mágoas por ter sido legal com gente que não merecia…

Talvez houvesse me contentado com um trabalho que não me realizava, talvez estivesse agora sentadão no sofá, reclamando da vida e jogando conversa fora com quem nem sequer queria me escutar.

Talvez eu devesse ser grato ao diabetes por ter me dado a oportunidade de me reinventar, mas não… Ainda não cheguei a esse estágio da evolução espiritual, o que não me impede de ver as tantas conquistas que obtive graças ao medo pós diagnóstico.

Nutro uma profunda gratidão à vida, por ter colocado diante de meus olhos a oportunidade de começar de novo, de traçar novos planos e viver ainda mais intensamente.

Sou grato pela transformação que me proporcionou uma nova carreira ajudando a quem precisa do que tenho de sobra: alegria de viver!

Descobri, no mais fundo dos poços, que a escuridão pode nos levar à luz e que essa descoberta jamais seria possível se me entregasse ao carrasco interior que todos nós levamos conosco a todos os lados.

Talvez, sem o diabetes, a vida houvesse sido amarga e decadente.

Talvez minha positividade houvesse naufragado no sorriso passageiro de uma vida vazia, mas repleta de tapinhas nas costas e amizades superficiais.

Poderia dizer que o diabetes me mostrou a cara real daqueles que se diziam amigos, fortaleceu as amizades verdadeiras e trouxe ainda mais irmãos de jornada terrena.

Talvez dissesse que o diabetes fortaleceu minhas relações familiares, meu espírito empreendedor, minha autoestima e minha autoeficácia.

Mas nada disso seria possível se eu não houvesse, talvez, tomado fôlego quando meu mundo desabava e dos escombros houvesse construído uma fortaleza inexpugnável de otimismo, resiliência e positividade.

Sim, pensei em desistir no meio do caminho, mas o diabetes me mostrou o quão mortal também sou e diante de tanta impotência, decidi surpreender a vida e a abracei, como um pai a um filho querido, e lhe disse:

“É a mim que você quer? Pois aqui estou! Mostre-me quem sou, que te mostrarei o quanto te amo”.

Não me canso de amar a vida! Não me rendo às suas tentativas de me fazer desistir!

Talvez eu seja um tolo. Talvez você esteja me julgando um bobo alegre…

Mas, com toda a certeza, você pensa assim porque ainda não descobriu o quão forte você pode se tornar ao aceitar sua condição e surpreender com seu sorriso àquilo que, supostamente, pode te matar.

Tenho meus sonhos mais vivos do que nunca! Sonho dormindo, sonho acordado, sonho de pé, na terra, na água e até dando cambalhota, pois quem não sonha, padece em vida.

Talvez eu ainda viva muito. Talvez não… Porém, certamente, viverei intensamente até o último suspiro. Opa! Suspiro é doce! E quem disse que eu não posso?

Nós podemos tudo, desde que mudemos nossa postura diante das incertezas da vida.

E você, até quando ficará suspirando e desejando ter uma vida sem diagnóstico?

Perdeu, perdeu, como se diz no Rio! E se perdeu, só nós podemos recomeçar e reconstruir uma vida ainda mais plena.

Ganhou, ganhou, aquele que se levantou e mesmo diante do medo perseverou!

Seria feliz sem diabetes? Sim. Sou feliz com diabetes? Muito!

Talvez eu não seja o melhor cara do mundo, mas sou o melhor que consigo ser.

É… Talvez eu seja feliz…

Grande abraço,

Daniel Ramalho – Diabeticoach

Diabetes Esporte & Natureza


Assinatura Blog jun2017


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