imagem MAR DE ROSAS OU COROA DE ESPINHOS

Por Daniel Ramalho

17fev2016 vetor 2 cópia
Imagem: Diabetes Esporte & Natureza

Hoje esqueci de medir a glicose antes do almoço, mas essa aí foi tirada logo após. Andava um pouco estressado e isso se refletia claramente em minha glicemia há algum tempo. Aproveitei o carnaval não apenas para cair na folia ou descansar, mas para pensar, colocar a mente focada no meu bem estar, avaliar que postura minha facilitava tão fortemente, naquele momento, a chegada do stress.

Sim, assumi que alguma coisa dentro de mim facilitava o trabalho deste grande mal gerado pelas enormes preocupações com as quais temos que lidar nos dias atuais. Às vezes nem são tão grandes, mas a quantidade de pequenas coisas que precisamos fazer e resolver nos dão a impressão de que nunca terminaremos de realizá-las e nos sentimos pequenos diante de tamanho “monstro”.

Alguma coisa me dizia que já havia passado por aquilo e que havia resolvido tudo sem problemas, mas o que seria? Depois de muito pensar, notei então que há algum tempo havia deixado de lado alguns hábitos extremamente simples, mas que fazem toda a diferença em meu dia-a-dia: a leitura de textos positivos, motivadores e que nos fazem refletir, além da organização diária de minhas tarefas através de anotações.

Lembrei-me que em determinado momento da vida, esses textos me guiaram através de pensamentos e experiências com as quais, sem eles, não aproveitaria nem a metade das lições que recebi naquela época. Entre minhas “aulas” preferidas, estavam as do poeta gaúcho Mário Quintana. Parecia que cada texto havia acabado de ser escrito especialmente para mim. Muita pretensão a minha, mas, acreditem, naquele momento a palavra pretensão precisava soar como um elogio aos meus ouvidos. Precisava me levantar, recuperar minha vida e sarar as feridas de uma enorme queda.

Eis que, com a lembrança de um belíssimo raiar do sol após uma tormenta de proporções nunca antes vividas, busquei, recentemente, encontrar algum bom ensinamento através de vídeos do filósofo e educador brasileiro Mario Sérgio Cortella, e adivinhem quem novamente bateu à minha porta, lembrado por Cortella: seu xará, Mario Quintana.

Tratava-se do último texto que li para me levantar naquele momento tão angustiante há alguns anos. Ainda me lembro como se fosse ontem o último empurrão que recebi para me recuperar de uma dessas batidas fortes que a vida nos dá. Diz o verso:

“Um dia…Pronto! Me acabo.
Pois seja o que tem de ser.
Morrer: Que me importa?
O diabo é deixar de viver”.

Deixar de viver… Não é isso que fazemos cada vez que nos deixamos abalar por algum problema? Não seria experimentar a morte, ainda que momentaneamente, em vida?

Mais uma vez fui catapultado em direção à felicidade!

O stress, o mal ao qual me referia antes, não é de todo mau. Sem ele não reagiríamos às variadas situações às quais estamos expostos diariamente. O stress pode até ser um fator motivacional, mas precisamos saber aproveitá-lo.

O que realmente nos faz travar diante dos problemas é a nossa falta de atitude, nossa maior disposição em reclamar, criticar, vitimizar-se, em lugar de reagir, observar, avaliar a situação e buscar a motivação necessária para solucionar questões mais complicadas. Falta-nos olhar para dentro, para nossos corações, e valorizarmos nossas conquistas e ações.

Feito isto, podemos encontrar a motivação para fazer ou realizar o que estiver ao nosso alcance – que pode ser muito maior do que se imagina quando nossa mente está desarrumada e limitada – no que quisermos. Um bom texto, uma música que traga boas recordações, o mar, um luar bonito, a natureza de uma forma geral… Qualquer coisa que gostamos pode servir de inspiração para a motivação que necessitamos para dar a volta por cima.

Basta querermos nos levantar e encarar de frente as dificuldades. Privilegiar a vontade de solucionar em lugar de se acomodar nas queixas e na autopiedade. Não é fácil! Ninguém disse que a vida seria um mar de rosas, mas tampouco é uma coroa de espinhos.

Mais uma vez Quintana foi minha inspiração, mas apenas por uma simples razão: eu queria descobrir o que estava me incomodando. Só assim pude retirar de meus ombros a pedra que tanto me pesava.

O que tive foi um pequeno deslize, mas passei a lidar com sua consequência frustrante: a glicemia indesejada. Agora, refeito, colho os frutos por ter investido meu tempo pensando em meu bem estar.

E você está disposto a fazer um esforço e ganhar qualidade de vida ao invés de lamentar o seu “destino”?

Pergunte-se! Encontre suas respostas!

Grande abraço!


Daniel Ramalho Studio 002 DM1Blogueiro, jornalista, pedagogo, pós-graduando em “Educação em Diabetes” e “Psicologia Positiva e Coaching”, esportista amador, músico e ator. Convive com o Diabetes Mellitus tipo 1 desde 09/07/2008.
Amante dos esportes radicais com ênfase em Surf, Bodyboard e Skate, além de praticante de ciclismo, natação e trekking, utiliza as atividades físicas como aliadas no controle glicêmico.
Profissionalmente dedica-se à composição de trilhas sonoras, administração escolar e ao jornalismo.


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