VENCENDO OS OBSTÁCULOS!

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Praia do Leme, Rio de Janeiro-RJ

Sabe um daqueles dias que começam tristes e que, além disso, você toma um susto enorme e sai correndo do trabalho? Hoje foi assim: muito stress, mas tudo terminou bem.
Nessas horas, tudo o que eu quero é colocar essa adrenalina para fora. Entre controles e mais controles da glicemia, encontrei um último momento de sol, às 19h30, para tomar coragem e enfrentar um mar com altas ondas que há muito não surfava.
Mesmo sabendo que essa carcaça de 41 anos, já desgastada e sofrendo ainda os efeitos de uma lesão que se vai muito vagarosamente, depois de muito pensar, titubear, lá fui eu.
Já no outside, atrás da arrebentação, me perguntava o que estava fazendo ali. Temperatura da água nada agradável, pernas a ponto de sentir cãibras, me perguntava se seria capaz de descer ao menos uma daquelas esquerdas bem formadas do Leme. Hoje as ondas estavam lindas e tinha que encontrar a força para descer uma delas, nem que fosse só para sair.
Dito e feito. Foi só pensar nisso que surgiu ela, A onda, subindo só para mim. Não era das maiores, igualmente, uma das maiores que pegaria depois de alguns anos só enfrentando mares bem mais tranquilos.
Da última vez que enfrentei uma dessas, não tinha diabetes, estava uns 20 quilos mais pesado, em Itacoatiara, o Hawaii carioca, por volta de 2006. Essa lembrança não era boa, pois nesse dia, apesar de 10 anos mais jovem, meu corpo estava acima do peso, fora de forma… Passou um filme do perrengue que vivi naquele momento… Tudo isso em míseros 5 ou 6 segundos.
Mas eu estava ali e a onda era só minha. Estufei o peito, apontei o bodyboard para a esquerda e lá fui eu! Woohooooooo! Uma mistura de pavor, adrenalina “a full” como diz minha querida esposa argentina, e muito, mas muito prazer! Woohooooo! Eu consegui! Consegui vencer o trauma de enfrentar uma buraqueira como aquelas de Itacoatiara. De ter atravessado a arrebentação naquelas condições e colocado pra baixo numa boa “mórra”, com dizemos aqui pelo Rio.
Ao final, tinha vontade de voltar e pegar outra, mas o corpo sofrido não aguentou as dores de uma cãibra que contraiu cada músculo posterior de minha perna… Mas valeu. Decidi sair com apenas uma ondinha surfada para respeitar meus limites. Porém, com o sorriso de uma criança.
Porque conto isso? Apenas para dizer que minha glicemia estava super controlada e não me limitou em nada. Para mostrar que o diabetes não me priva de obter minhas conquistas. Hoje fui limitado por outro problema, muito mais simples e que qualquer pessoa que pratica esportes pode ter, mas não o diabetes. E devemos respeitar as limitações de nosso corpo. Parei na hora certa e feliz da vida por vencer um fantasma que me perseguia há 10 anos.
Parece besteira, mas a sensação é de êxtase total!
Amigos, não deixem que o diabetes os limite. Continuem a acreditar em seus sonhos e em enfrentar seus medos. Sempre com MUITA RESPONSABILIDADE, tomando todos os cuidados possíveis com suas glicemias, não deixem de viver!
Não deixem que um dia ruim os trave diante da vida. Enfrentem, resolvam e voltem a sorrir.
Hoje sinto-me mais vivo do que nunca!
Vamos que vamos, com um olho na glicemia e outro na felicidade! SEMPREEEE!
Grande abraço e GO FOR IT! Hahaha!
DANIEL RAMALHO
DIABETES, ESPORTE & NATUREZA

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